Cientista de dados: o profissional destaque do século XXI

O mundo das análises de dados nas empresas passa por uma verdadeira revolução: o crescimento do Big Data. Este novo conjunto de tecnologias está permitindo que empresas analisem e criem soluções a partir de um volume de dados que há pouco tempo era inimaginável. Esta grande quantidade de informações pode trazer grandes insights para os negócios, mas ela tem muito pouca utilidade se não passar por profissionais que saibam o que fazer com elas. É aí que entra o cientista de dados.

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Entenda o que faz um cientista de dados, por que ele será um profissional tão cobiçado nos próximos anos e por que sua empresa terá que embarcar na revolução do Big Data para se manter competitiva:

O que faz um cientista de dados

O cientista de dados (também chamado de data scientist) geralmente possui formação em áreas como Matemática, Ciência da Computação, Física ou até mesmo Economia. Ele é uma pessoa que precisa ter profundo conhecimento de computação, matemática e análise de dados, mas isso não basta. O cientista de dados precisa ter a capacidade de produzir insights e soluções a partir da análise de um grande volume de dados, ele deve ser capaz de “encontrar uma agulha no palheiro”.

Por isso, esse profissional deve ser um curioso. Ele é chamado de “cientista” porque não faz somente a análise e apresentação dessas informações, como faria um analista de dados, ele precisa desenvolver hipóteses, testá-las e buscar soluções que fujam do óbvio. Deve também ter profundo conhecimento do mercado de atuação da empresa para a qual presta serviços e saber como focar no cliente.

 

Por que o cientista de dados é um profissional tão cobiçado

Quando se fala em data scientists, normalmente o primeiro exemplo que aparece em todas as conversas é o do doutor em Física, Jonathan Goldman. Ele foi trabalhar na rede social profissional LinkedIn em 2006, quanto ela já era um site de destaque (com quase 8 milhões de pessoas), mas ainda tinha muitas dificuldades em crescer. O principal problema era que os usuários, apesar da possibilidade de convidar amigos para a ferramenta, ainda interagiam muito pouco e permaneciam pouco tempo na rede social.

A partir da análise de um grande volume de dados, Goldman começou a formular uma série de hipóteses e testá-las na ferramenta. A principal funcionalidade que testou foi chamada de “People you may know” e consistia em um pequeno módulo que apresentava o nome de três usuários do LinkedIn que a pessoa provavelmente conhecia. Estas sugestões eram dadas a partir do cruzamento de informações como escola onde estudou, empresa em que trabalhou no mesmo período e outras conexões na mesma rede. O resultado: o box “People you may know” se tornou o mais clicado da rede e o LinkedIn decolou.

Este exemplo mostra como ter um profissional com alta capacidade de análise de dados, criatividade e capacidade de testar ideias pouco óbvias pode ser fundamental para as empresas. A história de Goldman e do LinkedIn também mostra como é importante que esse profissional tenha a autonomia de testar as hipóteses, sem ter que passar pela aprovação de dezenas de executivos na cadeia de comando.

 

A importância de mergulhar no mundo do Big Data

A relevância de implementar soluções em Big Data e de possuir um cientista de dados na sua empresa deve estar bastante clara, mas fica uma pergunta: existe um bom número desses profissionais no mercado? A resposta é não, o data scientist ainda é raro e extremamente disputado pelas empresas, cobrando altos salários e sendo extremamente difícil de manter. Isso acontece porque é uma profissão muito recente, que exige muitas competências de diferentes áreas e ainda existem poucas instituições que ofereçam uma formação específica em Ciência de Dados.

Então seria melhor esperar a consolidação deste mercado e a formação de novos profissionais? A resposta, novamente, é não! O Big Data, por fornecer a possibilidade de analisar um volume imenso de dados, oferece uma vantagem competitiva quase desleal para aqueles que o aplicam em relação aos outros concorrentes. Ela oferece à empresa a possibilidade de buscar novos caminhos de mercado e fazer projeções a partir de dados concretos, não simplesmente pela experiência e “feeling” dos executivos.

Netflix, Zynga, Google, Wal Mart, LinkedIn, American Express… Todas essas empresas entenderam a importância do cientista de dados e estão investindo pesado em Big Data. Por isso, aquelas empresas que souberem embarcar nessa revolução o quanto antes estarão à frente dos seus concorrentes, que podem simplesmente desaparecer se não souberem correr atrás.

Fonte: OpServices

Written by Diego Cavalca

Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UNILINS em 2012, atualmente Mestrando em Ciência da Computação na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).